10-05-2006

Projectos há muitos...

E aqui estou eu com mais uma das minhas utopias...
Após trabalhar como uma radialista (para quem não sabe, é o ppl da rádio), e vendo bem como esta onda de blogs se vai multifacetando, achei interessante criar uns quantos podcasts.
Curioso?! Acreditem que me surpreendi a mim mesma...
Não tenho uma grande voz para amolecer corações ou exaltar multidões (graças a Dios), mas acho que daria uma proximidade e uma compreensão mais profunda sobre quiem, de facto, é esta FRITA.
Por isso... me aguardem... e daqui a uns tempitos, cá estará o Pilot.

Trudilu.

PS: As recomendações literárias vão continuar... não se assustem.

24-03-2006

Licenças de Televisão (E esta, hein!?)

No meio de toda a polémica que a nova Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) suscitou e as preocupações que os «atentados» recentes à liberdidade de imprensa congeminaram, estão a realizar-se as atribuições das licenças de televisão aos dois canais privados generalistas - SIC e TVI. Atrasos incluídos.
Quinze anos após o primeiro licenciamento, e lembrando que o panorama televisivo português é definido pela discussão (ou não) do automatismo deste processo, é curioso ver a forma como sucede esta segunda atribuição. Exceptuando os meios académicos e os principais interessados na matéria - directores, jornalistas e pivots de meia-tigela - , não se soube do interesse de qualquer outro alguém na questão.
Se pensarmos que a crítica à (falta de) qualidade televisiva é um dos pai-nossos em cafés e sessões de corte-e-custura neste nosso Portugal, surpreende-me que ninguém comente este acontecimento. Se não discutirmos hoje (civilizadamente, se não for pedir muito) o que de mal vai nas nossas caixas mágicas, como poderemos criticar aquilo que iremos gramar nos próximos 15 anos?
A todos os interessados, e acreditem que somos todos nós, peço que visitem:
Lei da Televisão
e observem o Capítulo II. Se, tanto SIC como TVI, cumprem os requisitos aí dispostos é um mistério ainda por resolver.
Aguardo comentários e, quem sabe, talvez a nova Entidade diga qualquer coisa de jeito, em vez de manter tudo em «segredo», não vá a «justiça» tecê-las.

Joana

PS: E ainda muita tinta vai rolar sobre estas alterações sofridas pelos media nos últimos tempos... Cadê os direitos dos jornalistas?

07-02-2006

250 testes à paciência

Como se não bastassem os toques polifónicos, as fotografias, a filmagem / conversa em tempo real, o WAP, o GPS, e tantos outros gadgets que os telemóveis trazem hoje atrelados, a TMN (passo a publicidade) lançou uma campanha altamente... irritante.
Quando consideramos os SMS como um elemento vital nas nossas humildes e desprovidas de interesse vidas, tomem lá 250 gratuitos/dia, até 30 de Junho, para chatear a cabeça aos vossos amigos. Até aqui nada de novo...
O problema coloca-se, e como sabemos os portugueses levam tudo ao exagero, quando as mensagens escritas não apresentam nenhum conteúdo de jeito. Se elas já eram extremante irritantes (quem nunca recebeu um «OK.» de resposta a uma questão que merecia ser algo desenvolvida?), então agora atingiram um ponto insaturável. E são 250.
Questiono-me se a mudança de imagem da TMN (p.a.p.) terá surtido efeitos práticos. Ainda me lembro das bancas dos jornais forradas com aquele tom azul, e, por mais que procurasse fugir á invasão, os gajos conseguiram (pagaram) estar presentes nas capas de todas as publicações daquele fatídico dia. E o lema «Até já» fazia-me querer gritar «Até nunca».
Mas voltando aos SMS.
Uma pessoa sabe reconhecer quando algo lhe diz absolutamente nada. E, pior ainda, quando no espaço de meia hora recebe 20 mensagens que lhe dizem exactamente isso: NADA. Não é por serem engraçadas, queridas ou por terem palavrões (o conceito de comédia do povo lusitano) que merecem o mínimo de atenção.
Eis um exemplo, apresentado à letra:
«Xegaram as novas bolachas japonesas d marca NU CU, prove NU CU, da aos teus amigos NU CU, e onde ker k va leve NU CU. seja feliz, levando sempre NU CU...»
*recebida às 00:54h, de 06/02/06

Sem me dar ao trabalho de comentar o (pouco) português utilizado, que poderei dizer sobre isto? Nada.
Só peço, não, rogo que as chamadas «correntes» essémésicas não rondem o meu telélé. E deixem lá ver onde isto vai parar.
I rest my case...

Joana