17-05-2006
Sweet nothings
Não compreendo...
Depois de tanto remar contra a maré, parece que o Destino (ou aquela tal força superior a que não queremos dar um nome) continua a cortar-me as asas.
Oportunidades há muitas... Hipóteses outras tantas...
E, de repente, vejo-me perdida, sem saber para onde me virar, mas com a certeza que nada voltará a acontecer.
Os momentos vão passando, os anos vão passando e tudo fica na mesma.
Esse tal desejo de mudança é tão surreal (pelo menos, para mim) que nunca passo da fase de sonhar com um futuro brilhante... e esperar que o comboio que lá me levaria passe a estação final.
Joana
PS: Nas próximas semanas publicarei, neste blog, um conto da minha autoria, com o qual participei num concurso literário. Hope you like it!
03:40 Escrito em Desabafos | Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
26-04-2006
Untitled
Ás vezes pergunto-me se serei normal.
A resposta é sempre não...
08:45 Escrito em Desabafos | Permalink | Comentários (3) | Enviar por e-mail
08-02-2006
O teu retrato
Numa foto qualquer perdida num álbum, daqueles antigos, encontrei o teu retrato.
Estavas tão belo! A tua face permanecia no papel como permaneceu na minha memória: imaculada, intocável e diabólica. É a tua face que me assombra os sonhos nocturnos e os dias que passo a tentar esquecer-te.
Sei que te encontrarei no dia em que os nossos caminhos se voltarem a cruzar, esse dia que desejo que nunca chegue. Fizeste-me sofrer tanto, tanto, que agora já nem sei quem sou, ou mesmo, quem era antes de te conhecer.
Num passado distante em que não ouvia a tua voz, não imaginava o teu olhar direccionado para mim, não sentia o teu sabor nos meus lábios, nessa época sabia quem alguma vez fui. Sabia que era feliz, que queria continuar a sê-lo. Mas não deixaste.
Durante dias intermináveis arrastaste a minha alma e o meu coração pelo marasmo dos dias e fizeste-me sentir a mais profunda solidão, sem nada, sem ninguém para me consolar.
E agora acabou! Só me restam estas memórias estúpidas e, para ti, insignificantes, dos tempos em que num alto pedestal era a tua luz e tu, sim tu, o meu primeiro amor. Nada será igual e nunca voltarei a amar algum outro pobre infeliz, sem que a tua crueldade e a tua indiferença retornem, juntamente com toda esta dor.
Hoje encontrei o teu retrato. Hoje encontrei-te. Meu Deus. E estou só. Tão só…
Talvez o amanhã seja outro dia. Talvez amanhã te encontre novamente, mas a tua foto vai para o lixo, rasgada em partículas tão pequenas que nunca suspeitarão que tu ali estivesses. Só eu o sei, só eu o saberei sempre, por que o meu coração também para lá foi jogado, quebrado em tantos pedaços dolorosos que apenas as lágrimas que choro provam que ainda vivo.

00:20 Escrito em Desabafos | Permalink | Comentários (3) | Enviar por e-mail
06-02-2006
Eu (né?) e o café!!!!
Existe um vício, uma necessidade extrema que eu faço questão de partilhar com uma larga maioria da população mundial: a cafeína.
Ainda me lembro daquele aroma idílico que perfurou o meu olfacto, era eu uma ignóbil criança, mas cujo «cheiro» persegui ao longo dos anos.
O café é hoje um elo de ligação entre os povos (como se denota na variedade de tipos existentes e nas dificuldades que tenho em identificar as origens de alguns) e nada, repito, nada pode substituir a importância que ele adquiriu ao longo dos séculos.
Teríamos obras de Fernando Pessoa ou de qualquer outro grande autor, se as doses diárias de cafeína que ingeriam não os mantivessem acordados, ao longo das inúmeras noites em que compunham as suas eternas lembranças? Acho que não.
Existe melhor acordar, do que quando sentimos o odor daquele líquido sagrado, que nos dá forças / energia para encarar as batalhas que enfrentamos todos os dias? Acho que não.
Eu te saúdo... oh café do meu contentamento.
E agora se me desculpam...

Só bebi 4 (??) hoje e tal é impensável.
Joana
PS: Este post foi realizado após os ahhhhhs de espanto de dezenas de trauseuntes que não crêm no poder miraculoso do café sobre os neurónios. Abaixo a águinha com gás e os descafeinados!!!!
21:45 Escrito em Desabafos | Permalink | Comentários (4) | Enviar por e-mail
03-02-2006
Notam diferenças??
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
de José Carlos Ary dos Santos,
As Portas que Abril Abriu (1975)
Não há guerra (depende do ponto de vista), mas a tristeza mantém-se.
De que nos serviu Abril, se este cantinho à beira-mar plantado vive um eterno inverno de desgostos?
Joana
20:55 Escrito em Desabafos | Permalink | Comentários (5) | Enviar por e-mail
02-02-2006
Love is in the... ground??
Supõem-se que o amor é uma faca de dois gumes, uma navalha que retorce as nossas entranhas em uivos lancinantes, ou que opera cirurgicamente as feridas que lambemos com amargura desde a primeira palmada no rabo, quando gritamos pela falta do calor materno. Eu acredito na paixão bela, suave e estranha, que nos dá asas nos pés, nos faz dizer parvoíces sem conta a pessoas desconhecidas, que nos atribui um brilho especial ao olhar, nos faz emagrecer e nos torna a cútis muito mais disciplinada (anúncios publicitários a cremes faciais imploram seres apaixonados). Sim, eu acredito nisso tudo. Estes turbilhões, furacões, terramotos, cataclismos e que mais tragédias ocorrem nos momentos (...) são dogmas que carrego no meu peito e cujos ensinamentos me obrigo a aplicar no quotidiano.
Não dá logo para ver a veracidade das minhas palavras? Chama-se cepticismo, amigos, mais nada. Ou, então, podem-me chamar cínica que eu não me importo, já que me vejo ao espelho todos os dias e sei com o que estou a lidar.
Joana
16:30 Escrito em Desabafos | Permalink | Comentários (2) | Enviar por e-mail
01-02-2006
Palavras há muitas e leva-as o vento.

Não sei quem escreveu isto (se calhar até inventei eu) mas o gajo / gaja sabia das coisas.
Enquanto somos inundados com o fenómeno da blogosfera, posts atrás de posts - e isto num país em que não se lê, quanto mais escrever, é sempre suspeito - achei por bem juntar-me à festa.
E porquê? Não é que eu saiba a razão, mas gostava de criar um espaçito onde as pessoas aprendessem alguma coisa. Utópico?! Eu sei, eu sei...
Sou estudante universitária (futura jornalista ou desempregada é o dilema dos próximos anos), gosto de ler (até demais) e de escrever.
Quanto aos futuros contéudos (não é gaffe, é private joke) deste blog, não prometo muito, mas críticas literárias e mais críticas vão passar por aqui.
Se conseguir pôr uma pessoa a ler, acho que o meu dever foi cumprido. Se conseguir pôr uma pessoa a pensar, tenho a certeza que tudo é possível - até sairmos da crise...
Por isso, até à próxima e boas leituras.
Trudilú
Joana
16:50 Escrito em Desabafos | Permalink | Comentários (5) | Enviar por e-mail

