24-03-2006

Books Club - Março

Não precisam de fazer tiro ao alvo à minha pessoa...
Tanta promessa em relação a leituras e já estou a falhar. Mas eu sou assim...
De qualquer forma, e enquanto o bom do sol já dá um ar da sua graça, aqui vão mais umas recomendações para passarem umas quantas horas entretidos a folhear uns bons livros.

Março

O tema deste mês, em completa contradição com o «susto» que foi em Fevereiro, são Auto-Biografias. Não sei, mas acho que um pouco de megalomania nunca fez mal a ninguém, e estas autores têm mais que uma razão para se vangloriarem pelas suas vidas ímpares.
Aqui estão:

1.Confesso Que Vivi - Pablo Neruda
2.Viver Para Contá-la - Gabriel Garcia Márquez (provavelmente, a Bíblia da minha vida)
3.Memórias do Cárcere - Graciliano Ramos
4.Um Amor Feliz - David Mourão-Ferreira (opinião pessoal, porque há demasiado do autor no protagonista para não crer que ele escreveu esta obra a mirar-se ao espelho).

Sem mais de momento...
Boas leituras.

Licenças de Televisão (E esta, hein!?)

No meio de toda a polémica que a nova Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) suscitou e as preocupações que os «atentados» recentes à liberdidade de imprensa congeminaram, estão a realizar-se as atribuições das licenças de televisão aos dois canais privados generalistas - SIC e TVI. Atrasos incluídos.
Quinze anos após o primeiro licenciamento, e lembrando que o panorama televisivo português é definido pela discussão (ou não) do automatismo deste processo, é curioso ver a forma como sucede esta segunda atribuição. Exceptuando os meios académicos e os principais interessados na matéria - directores, jornalistas e pivots de meia-tigela - , não se soube do interesse de qualquer outro alguém na questão.
Se pensarmos que a crítica à (falta de) qualidade televisiva é um dos pai-nossos em cafés e sessões de corte-e-custura neste nosso Portugal, surpreende-me que ninguém comente este acontecimento. Se não discutirmos hoje (civilizadamente, se não for pedir muito) o que de mal vai nas nossas caixas mágicas, como poderemos criticar aquilo que iremos gramar nos próximos 15 anos?
A todos os interessados, e acreditem que somos todos nós, peço que visitem:
Lei da Televisão
e observem o Capítulo II. Se, tanto SIC como TVI, cumprem os requisitos aí dispostos é um mistério ainda por resolver.
Aguardo comentários e, quem sabe, talvez a nova Entidade diga qualquer coisa de jeito, em vez de manter tudo em «segredo», não vá a «justiça» tecê-las.

Joana

PS: E ainda muita tinta vai rolar sobre estas alterações sofridas pelos media nos últimos tempos... Cadê os direitos dos jornalistas?